sábado, 14 de março de 2009



REINO


Os meus distantes mundos, todos inconfessos,
são só porque te guardo, é nada não mostrar.
O pouco que proponho, quase o que te peço,
é simplesmente amar, e em mim é mais que amar.

E todos os instantes que desnudo em cura
do fogo que os acende para o amor mostrar,
são horas traduzidas duma língua escura,
são frágeis como os gritos de um incêndio ao mar.

Mas sabem refletir, além meus pobres mundos,
a luz vitrificada do teu negro olhar,
e a mesma paz que é tua, paz que em mim eu busco,

agora é aquele incêndio sobre a paz do mar.
E todos inconfessos, meus distantes mundos,
são ilhas em que danço enquanto queima o ar.

wbl

Um comentário:

Varjal disse...

fiquei totalmente apaixonada
por este poema..