domingo, 16 de agosto de 2009


"Agora, Romeu é amado e ama, igualmente encantados ambos pelo feitiço dos olhares.(...) Ela, do mesmo modo apaixonada, conta ainda com menos meios para encontrar-se em algum lugar com seu novo amor. Mas a paixão lhes dá força e meios, o tempo para se encontrarem, temperando tais extremidades com extrema doçura"

(Romeu e Julieta, William Shakespeare)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009



A cidade precisava de rosas, e eu as criei. Havia no rio sepulturas com vida e uma constelação de vazios no céu de verão. Manhã verde. Eu sei da magia ao incêndio das nuvens, mas não há nuvens nem esperança alguma. O silêncio reabre seus olhos. Invento remorsos e vejo portas com luzes: peixes e pessoas cujos olhos dependem do estudo das profundidades. Tarde que ergue seus braços a guardar o dia; sinos e cisternas que fervem perfumes; estandartes de orquestras; túnicas brancas e cruzes. Noite que aproxima seu peito sobre o dia das casas. Noite de esferas e escadas escuras. Noite de populações de ausências. O silêncio dos nichos vazios; o silêncio das febres e dos santos de alguns dias; o silêncio das invenções.

wbl

terça-feira, 11 de agosto de 2009


O dia foi bom, choveu pela manhã, à tarde o sol voltou e a temperatura no Rio de Janeiro recupera a lembrança de algum éden montanhoso, de um paraíso habitado. Não há outro lugar sobre a Terra onde a paisagem e a temperatura se combinem tão bem, alimentando em tudo a sensação da beleza viva, de uma atmosfera de lugar quase imaginário... O dia foi azul, ele diria, já esquecendo da chuva matinal que apenas fez brilhar as pedras e as florestas que avista de sua janela, em São Conrado. O dia, como quase sempre, seria seu paraíso habitado pela cidade, mas hoje há a presença de um nome que habita o seu coração.

wbl

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


De repente 20 anos se apagam e 20 dias parecem uma eternidade...

wblpp

PARADISO


lembra-me seu sorriso
quando parecia ser feliz,

ou sua mão - sua outra
eternidade, pequena como

a distância que dissolve
o comboio do tempo,

quando sobre o meu silêncio
derramava o seu silêncio,

como em um jarro,
que precisa da cor para

parecer com a vida,
pois sua eternidade

é o seu sentido,
paradiso.


wbl

quinta-feira, 6 de agosto de 2009


São semelhanças de gosto, vizinhanças de signo, coincidências que atiçam vontades e estimulam o conhecimento. Também o reconhecimento do outro em nosso espelho, em nossas palavras, em nossos calendários. Sagitarianos são tão perigosos que deveriam, para o bem dos outros signos, ser proibidos de se cruzar, de se associar, de se acasalar. Não conheci até hoje quem seja fruto de tão raro cruzamento, de tão inflamada e explosiva mistura de fogos. Como jogar fogo dentro de uma fogueira? Como aumentar a luz do sol? Como arder além do que o corpo suporta? Creio que a única maneira é oferecer nossos corpos à luz, aproximar-se do calor, mexer suas brasas, alimentar a fornalha...

wbl

segunda-feira, 3 de agosto de 2009



Somos trampolins para a vida, não temos medo de riscos, de limites, de desafios, não temos medo de nada. Somos feitos de fogo, de sonhos, de aventuras, por isso somos eternos, mesmo na lembrança. Dizem que sagitarianos são volúveis, inapreensíveis..., pode ser, mas em cada segundo de nossa volubilidade vivemos uma eternidade.

para Patrícia, sagitariana como eu.
wbl